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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

26.Set.15

Pai, como correu o teu dia na Escola?

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O mês de setembro marca, para muitos pais, o momento do regresso à escola dos seus filhos, mas pode ser que este regresso seja dos próprios pais. Investir na formação pessoal e profissional é das melhores decisões que podemos tomar. A máxima de “o saber não ocupa lugar” aplica-se na perfeição, mas é mais do que o saber, é não parar, é ser pró-ativo e não ficar à espera que algo aconteça.


Há dias enviei uma mensagem a um colega que iniciou uma nova etapa na sua vida, inscreveu-se num curso muito exigente, a tempo inteiro, com o objetivo de dar um novo rumo à sua vida profissional. A minha mensagem foi de coragem e de incentivo porque, de facto, é um grande desafio mas não é só dele.

Investir em nós próprios pode trazer desde logo algumas privações. A principal é a divisão do nosso tempo entre escola e família e se nesta família estão filhos, mais difícil se torna esta gestão.

Com o seu sentido verdadeiro e às vezes demasiado sincero, as crianças podem não entender muito bem estas opções e “cobrarem” mais atenção. É normal e provavelmente durante todo o tempo não presente, as crianças não entenderão porque ficam privadas do pai ou da mãe.

No último ano também vivi na primeira pessoa esta experiência. Fiz um curso em horário pós-laboral. Não foi tão exigente e absorvente como o do colega que referi, mas não foi por isso que deixaram de existir perguntas difíceis de responder: “Pai, hoje vais outra vez para a Escola?”, “Pai, a tua Escola acaba muito tarde”, entre outras. Mas há sempre as que custam mais digerir: “Pai, não me contaste a história antes de dormir. Estiveste na Escola?”.

Acredito que mais cedo ou mais tarde, os filhos entenderão as opções dos pais, entenderão que batalhamos todos os dias para lhes proporcionar uma vida melhor, um crescimento saudável e, acima de tudo, entenderão que queremos dar-lhes bons exemplos, que somos lutadores e que para colher frutos é preciso semear porque nada se conquista sem sacrifícios.

Claro que há o lado bom, quando se sente que há orgulho e ate alguma curiosidade: “Pai, a tua sala tem brinquedos?”...

O Pai

22.Set.15

Pai, compra-me aquilo que dá na televisão

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As crianças também são os destinatários das mensagens publicitárias. Embora não comprem diretamente (pelo menos enquanto não têm dinheiro à sua responsabilidade), agem como influenciadores que podem ser muito persuasivos junto dos pais. A televisão ainda é o meio mais poderoso para “convencer” os miúdos a juntar argumentos para falar com os pais, mas os tablets e smartphones começam também a ter um papel muito relevante.

É frequente que as crianças vejam vídeos no YouTube e sejam impactadas com publicidade que, na maioria das situações, nem sequer lhes é direcionada. Não nos podemos esquecer que os anunciantes compram publicidade mediante os destinatários e se emprestamos o nosso tablet ao nosso filho é o nosso perfil que está ligado.

Neste sentido há que ter dois cuidados principais:

(1) a exposição a publicidade que não é direcionada a crianças, mas que elas entendem e nos fazem perguntas sobre o assunto, podendo mesmo reconhecer os produtos quando vamos às compras. O problema é quando a publicidade nada tem a ver com o mundo das crianças e elas ficam confusas com as imagens que não correspondem à realidade.

(2) Por outro lado temos a publicidade bem dirigida às crianças com mensagem muito apelativas, fáceis de entender e de reproduzir, geralmente acompanhadas por uma música ou lenga-lengas.Há dias vivi uma situação que me fez pensar neste assunto. O meu filho assistiu a um anúncio no Canal Panda a promover o Bollycao Zero Açúcar. O anúncio mostra um grupo de rapazes a jogar à bola. A ideia que passa é que por comer o Bollycao o miúdo marca mais golos, pelo menos foi esta a forma como o meu filho me explicou. Até aqui tudo bem, é um anúncio que ficou na memória por se identificar com o futebol, isto foi o que eu pensei. Mas na primeira oportunidade, quando fomos às compras, caiu-me no carrinho um Bollycao Zero Açucar com o argumento: “Pai, com isto vou marcar mais golos."

Este assunto chama-se literacia sobre publicidade e é algo que as Escolas devem promover. Conheço desde há uns anos um programa que visa precisamente promover esta informação junto das crianças, chama-se Media Smart e anualmente percorre centenas de Escolas a explicar às crianças como devem interpretar as mensagens publicitárias. Sugiro que dê uma vista de olhos no site, em particular na área dos Pais e até pode descarregar os materiais que acompanham o programa. Se porventura lhe interessar, fale na Escola sobre o assunto para que os Professores possam dedicar algum tempo a debater este tema.

As mensagens publicitárias não são enganadoras, até porque existe legislação apertada para evitar este tipo de falsas informações, contudo no mundo digital as coisas têm menos regras e devemos ter muita atenção a tudo o que rodeia os conteúdos que os nossos filhos acedem. Os jogos com pequenos anúncios, os vídeos com anúncios a passar antes do arranque, são apenas exemplos do que os mais pequenos têm de lidar.

O Pai

15.Set.15

Pai, quero ir tomar banho

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Hoje em dia esbarramos naturalmente com artigos que nos indicam as 10 formas de fazer qualquer coisa, ou as 25 razões para sermos mais felizes, ou as 320 maneiras de preparar um Gin. A educação não foge à regra, sendo frequente lermos fórmulas mágicas de como devemos educar os nossos filhos.


Tenho uma máxima: se existissem as 25 medidas que devemos seguir para educar uma criança, os bebés vinham com livro de instruções. Pois é não vêm... Isto quer dizer que os pais têm de ir descobrindo este mundo maravilhoso.

Há dias li um artigo que abriu o debate de quantas vezes devemos dar banho aos nossos filhos. Existem várias teorias que defendem o banho diário, outras que consideram desnecessário e que basta intercalar.

O banho é, para além das questões de higiene, um momento de interação entre pais e crianças que pode ser divertido e ajudar a autonomia através de pequenos desafios. Torná-lo uma rotina diária pode, em alguns dias, dificultar esse entendimento de ambas as partes.

Seguindo esta lógica, acho que o banho intercalado dia-sim dia-não é suficiente. Obviamente que as contingências podem obrigar a quebrar esta regra: um dia na horta da escola, dia de futebol ou dia de festa de aniversário obrigam a um banho. Contudo um dia frio de inverno pode dispensar o sacrifício.

Educar para existirem rotinas de higiene diárias saudáveis é algo que devemos incutir. Quanto ao banho, não devemos estragar o momento com rotinas forçadas, para que a criança não deixe de nos dizer "Pai, quero ir tomar banho".

O Pai

Fonte: Observador - Quantas vezes devemos dar banho aos filhos

12.Set.15

Pai, conheces os teus direitos por seres Pai? O que mudou nos direitos e apoios para pais e mães

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O assunto voltou à ordem do dia e existem algumas alterações à Lei do Trabalho no que concerne aos direitos e apoios concedidos a pais e mães para a educação dos seus filhos.

A grande mudança a registar é na licença de paternidade. O Pai passa a ter direito a 15 dias úteis, sendo obrigatório gozar 5 dias logo após o nascimento do filho e os outros 10 até ao bebé fazer um mês. Para além desta licença, o Pai tem ainda direito a mais 10 dias úteis a gozar em simultâneo com a licença de maternidade da mãe.

São excelentes notícias para os Pais que vê o tempo de acompanhamento do nascimento do filho aumentado significativamente.Para além desta alteração, destaca-se a possibilidade de o Pai e da Mãe com filhos até 3 anos, poderem optar pelo regime de teletrabalho, quando a empresa dispõe de condições e quando a função desempenhada seja compatível com o mesmo.

As novas leis foram publicadas em Diário da República no passado dia 1 de setembro de 2015 e entram em vigor no próximo Orçamento de Estado para 2016.Encontrei um esquema interessante desenvolvido pelo Jornal de Negócios que resume todos os direitos e apoios que os pais devem conhecer:



O Pai

Fonte: Jornal de Negócios Mãe me Quer

11.Set.15

Pai, posso usar o tablet enquanto jantamos?

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Já li uma série de artigos sobre o facto de a tecnologia estar a "roubar" tempo às crianças, tempo de estudo, tempo de brincar, tempo de estar com a família, entre outros tempos. Quando falo de tecnologia falo dos tablets, dos smartphones, dos computadores, das consolas e das televisões com funcionalidades que permitem ver o que querem quando querem.

É um facto que estes instrumentos não existiam há 20 anos e que de certeza esta geração de crianças será diferente da geração anterior. Já rotularam esta geração como sendo a Geração Digital ou a Geração Polegar, aludindo ao uso mais frequente do dedo para navegar pelo mundo digital.

Entendo que a tecnologia ajuda o desenvolvimento. Lembro-me de ter um PC quando ainda andava no secundário e como essa ferramenta marcou toda a minha vida. Fui o primeiro a entregar trabalhos em disquete, fui o primeiro a fazer um cartaz para os torneios de subbuteo, fui dos primeiros a saber o que era a tecnologia e para que é que servia. Hoje em dia, provavelmente não será possível marcar tanto pela diferença porque a tecnologia democratizou-se e ainda bem, quer dizer que o poder do conhecimento, a apetência pela curiosidade, a experiência da pesquisa por mais informação, isto sim vai marcar a diferença.

Como em tudo na vida, tem de haver fronteiras para se poder governar o território! A tecnologia está espalhada pela casa, as crianças não precisam de conhecimentos técnicos para em poucos segundos estarem em frente a um dos ecrãs, por isso, há uma regra que partilhamos - a regra do bom senso. Claro que para uma criança o bom senso pode ser algo difícil de entender. Há que incutir responsabilidades e ensinar a gerir os tempos. Temos de explicar que há tempo para brincar, tempo para falar sobre a escola e os amigos, tempo para ler histórias, tempo para jantar, etc. Não sou adepto do “Utilizas o tablet 30 min. por dia das 20:30 às 20:50” ou “Televisão só às terças e quintas”.

Gerir o tempo, ter responsabilidades, viver em família são coisas que vão acompanhar a vida de qualquer criança. Por mais difícil que seja o caminho, todos têm de entender que, como num reino qualquer, há uma hierarquia, existem regras e que se todos respeitarmos viveremos felizes para sempre.

“Pai, posso usar o tablet enquanto jantamos?” Sim podes, mas antes de o ligares, cada um de nós vai dizer o que mais gostou de fazer no dia de hoje.

Como este assunto é daqueles que levantam mais dúvidas e diferentes opiniões, deixo para os que não acreditam no poder da palavra e da partilha das tais regras, uma ferramenta infalível para lidar com a tecnologia. :)

O Pai