Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

13.Jul.18

Pai, não entendo bem as meninas

pai-nao-entendo-bem-as-meninas.png

Bem, isto é um assunto delicado. O meu filho está a crescer, isso já sei (suspiro). Agora, o meu filho começa a perceber que há diferenças entre meninos e meninas e não estou a falar de diferenças físicas.

 
Há dias, fui buscar o miúdo à Escola. Não é habitual, infelizmente, mas nesse dia consegui. Eu já sei pelos relatos do avô que o vai buscar todos os dias que o miúdo vem a 100 à hora quando sai da Escola. Fala de tudo, atropela ideias, palavras, tudo.
 
Ora bem, lá fui buscá-lo e no caminho entre a Escola e o carro começou a debitar tudo o que tinha para contar de um dia intenso (como todos). Para além das peripécias do futebol nos recreios, nesse dia fez-me uma pergunta bem peculiar: “Pai, não entendo bem as meninas”. Não percebi imediatamente o sentido. “Não entendo bem o que pensam”. Ainda fiquei mais intrigado.
 
Será que falaram das diferenças entre rapazes e raparigas na aula de Estudo do Meio? Será que houve asneira e a Professora teve de explicar qualquer coisa? Não estava a perceber ainda onde queria chegar.
 
“Pai, repara. Na minha sala temos várias meninas e elas são muito amigas umas das outras, estão sempre a brincar juntas”. Pois é verdade, nestas idades a separação entre o que gostam os meninos e o que gostas as meninas é cada vez mais acentuada, mas a exclamação ainda estava para vir. “Pai, explica-me porque é que discutem por tudo e por nada, umas vezes estão aos beijinhos e outras estão chateadas?”.
 
Pensei que naquele momento iria ser o primeiro homem na história da humanidade a contar a verdadeira razão pela qual as mulheres são diferentes dos homens. A Mãe ouviu a conversa e ficou em suspenso a olhar para mim à espera do que ia sair dali.
 
“Então Pai, consegues explicar?”. Na verdade não tinha uma explicação clara, algo que permitisse ao miúdo entender. Eu próprio não sei bem. O mundo das mulheres é complexo, assim como o dos homens. Imagino que no cérebro das mulheres existam mais curvas do que no dos homens. Acabamos muitas vezes por chegar ao mesmo sítio em termos de entendimento, mas os homens acabam por ser mais diretos, digo eu!
 

Sem juízos de valor, as mulheres pensam em tudo. A maior parte das vezes, pensam bem à frente do que vai acontecer. Este é uma excelente característica que as Mães têm. Ao invés o homem é um pouco mais reativo, mas por ser mais prático e acaba por encontrar soluções mais rapidamente.

 
Como é que eu explico isto à minha criança. É daquelas coisas que vai ter de aprender com o tempo. Hoje acha estranho, algum dia vai aprender a lidar com isso. Hoje cada género tem o seu espaço, brincam em conjunto e convivem. Amanhã vão querer entender-se melhor, tenho a certeza.
 
Chegados aqui, a minha resposta a esta dúvida existencial foi: “Filho, eu também não entendo muito bem as mulheres”. A Mãe olhou para mim e suspirou e o filho terminou a conversa com um "Ok Pai" quase como um "Não percebes nada disso", o que é verdade.
 
O Pai
05.Jul.18

Pai, já sei o que quero fazer nas férias

pai-ja-sei-o-quero-fazer-nas-ferias.png

Imagine que o seu filho chega perto de si e diz: “Nestas férias de verão sabes o que quero fazer?”…”Nada!”.

 

Surpreendente ou talvez não? O nosso ritmo de vida mudou muito nos últimos 30 anos. De certeza se lembra de quando era criança e como passava as suas férias. 

 
Eu lembro-me que como os meus Pais tinham horários desfasados eu passava o final do dia sobretudo com a minha Mãe e a manhã com o Pai. Nos tempos que não dava para ficar nem com um nem com outro, ia para a loja dos meus avós brincar. Recordo-me também de muitas vezes a minha Mãe combinar com as minhas tias para ir brincar com os meus primos, ou então, em último recurso, ficava a brincar com os meus vizinhos, sempre que um adulto ficasse para vigiar.
 
Estou a lembrar-me quando tinha entre os 6 e os 10 anos. Era e continua a ser uma preocupação para os Pais saber como vão ocupar os filhos durante as férias de verão. Mas e se em vez de andarmos preocupados em encontrar a tal ocupação, deixássemos as crianças sem fazer nada programado?
 
É um desafio pensar assim, mas creio que somos um pouco “empurrados” para encontrar atividades que preencham o tempo. Por sentir esta espécie de pressão, nós este ano optamos por experimentar um misto.
 
Temos a felicidade de a família estar aqui mesmo ao lado. Os Avós estão muitas vezes disponíveis para receber o mais pequeno e lhe proporcionar um dia de liberdade total. Sim, os miúdos são especialistas a inventar brincadeiras para ocupar os avós e estes, todos satisfeitos da vida, deixam-nos, literalmente, fazer tudo. Por isso, parte do tempo das férias vai ser passado a mimá-los ao máximo.
 
Na segunda parte das férias a criança vai alargar experiências e conhecimentos. O que é que o miúdo adora (para além do futebol, claro)? Adora criar. E mais? Adora tecnologia? Que criança conhecem que não adora tecnologia? E se pudesse criar, usando a tecnologia e ao mesmo tempo jogar?
 
Então decidimos em conjunto com o nosso filhos fazer uma experiência. Vai criar, com a ajuda da tecnologia, os seus próprios jogos. Sim, é possível. Recentemente descobrimos a Happy Code que é uma escola que ajuda as crianças dos 6 aos 18 anos a desenvolverem competências na área da programação, de simples aplicações para telemóvel ou de criarem pequenos jogos.
 
O miúdo está em pulgas com a possibilidade de criar coisas novas. Uma coisa é certa, vai de certeza ter uma experiência diferente.
 
Finalmente, a parte mais importante de todas as férias. O tempo que vai passar connosco!! Esse sim é o momento alto. Aí vamos mimar e ser mimados, experimentar coisas novas, criar os nossos jogos e chegar ao final do dia contentes por termos feito tudo o que queríamos, incluindo as horas em que estivemos simplesmente sem fazer NADA!
 
Boas férias!
 
O Pai